Ao Francisquinho da Mina!

Nunca escrevi para ti, nunca te disse o que vai no meu íntimo, nunca te perguntei, nunca mo contaste.

Tal como eu, deves ter muito para contar, muito para dizer e muito para perguntar (complicado eu sei).

O teu respeito por mim é recíproco e talvez seja por isso que nem eu invado o teu espaço nem tu o meu. Ficamos ambos num limbo à espera do que vier… sempre vem.

Se acertar no casamento é como acertar no euro milhões, então, à minha irmã, saiu-lhe o Jackpot. Mais que um cunhado para mim, tu és um meu irmão, o mais velho. Contigo aprendi muito mais do que simplesmente ser um “homenzinho”, aprendi a ser um Homem, aprendi a ter dignidade, a ser valente e a enfrentar a vida com o que ela nos traz. Olhando para ti, aprendi que amanhã é sempre melhor que hoje. A cada vez que em ti penso, aprendo a ser, acima de tudo, humano, amigo e companheiro.

Nunca tive coragem de te dizer que te amo, que és o meu querido mano, nunca tive coragem de te agradecer por isto e por aquilo, nunca tive coragem de te dizer OBRIGADO por seres um pai para o meu filho.

Olho o meu passado e tu lá estás, ora “na fossa” (uma piada nossa), ora na Mina. Recordo-me das primeiras guinadas que dei ao volante de um carro, no teu Kadett. Recordo-me do “fizeste-o mas pagei-te” e recordo de me fazeres sempre sentir parte dos teus.

Entre estêvas e ovelhas, paredes e ombros, não me consigo recordar de nada que possa lamentar, em tudo o que contigo passei.

Bem hajas Xico, por fazeres parte da minha vida!


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