Mulher

Podes ser como a bruma
Que se esvai na espuma
Das ondas do mar

Podes ser como a proa
De um barco que à toa
Irá naufragar

Ou ser como o vento
Que varre o momento
De um sonho qualquer

Mas decerto és lume
Que aceita e assume
O papel de mulher

Podes ser como a luz
Que cega ou conduz
Um pobre coitado

Ou talvez a semente
Que acultura a gente
Sem culpa ou pecado

Serás porém certamente
Alma vivente
Fonte de saber

Esposa ou mãe
Beleza de alguém
Acima de tudo... Mulher
( Pedro Ferreira )

1 comentário:

Fatima disse...

Esta ode à figura feminina fez-me lembrar de certa mulher que, cheia de sacos de compras, se estatelou magnificamente no chão do parque de estacionamento. Haja estilo!

"Mulher

Podes ser como a bruma
Que se esvai na espuma
Das ondas do mar
(...)
Ou ser como o vento
Que varre o momento
De um sonho qualquer
(...)"